A Internet para os deficientes visuais PDF Imprimir E-mail
Escrito por Luís Talora   
Seg, 23 de Maio de 2011 10:58

 

Se você não tem problemas de visão, talvez nunca tenha parado para pensar em como os deficientes visuais acessam a Internet. Imagine como deve ser difícil para um deficiente visual ter acesso às informações de um texto como este, em um mundo onde tipos diferentes de letras não significam nada e noções como layout, parágrafos e espaçamento simplesmente não existem.


 

Dispositivo para leitura em Brasile.

 

O que torna o acesso à Internet possívecel para pessoas com deficiência visual são aplicativos desenvolvidos especificamente para esse fim, além de um hardware que permite ao deficiente a leitura do texto (através do código braile) ou do dispositivo de audio convencional (através do qual o texto pode ser narrado em voz alta).


 

 

O SyncBraille é conhecido como um dos menores,
mais leves e mais baratos dispositivos portáteis
para leitura em Braille do mundo.

 

O que esses aplicativos fazem (Voice Over e JAWS são exemplos), basicamente, é converter o texto escrito de uma página em narração sonora. Os programas mais modernos são capazes de “ilustrar” um texto, sonoramente, com uma boa precisão. Os parágrafos são separados por intervalos regulares, os adendos no texto e legendas de fotos são lidos em entonações diferentes - que permitem a identificação. Os desenvolvedores de software já criaram muitas inovações que tornam o acesso à Internet por deficientes visuais possível e viável, mas ainda há alguns obstáculos a serem transpostos.

Imagine uma página de Internet qualquer. Pense em todos os textos que você viu hoje e calcule a porcentagem de artigos que você leu por completo, de cabo a rabo. Poucos, não é? O olho e o cérebro humano são seletivos, e vão diretamente para os pontos que interessam mais. Imagine um deficiente visual que busca uma informação importante que só aparece no último parágrafo , digamos, depois da 40ª linha. Ele perderá muito mais tempo na internet do que você para conseguir o que deseja. Mas esta dificuldade já está sendo superada, segundo os cientistas. O problema da vez, agora, diz respeito à padronização da formatação textual do que está disponível na Internet. Essa padronização envolve vários processos. Alguns exemplos são o modo como o site registra nas postagens as palavras em itálico, em negrito, as divisões por parágrafos e a organização das palavras em boxes ou em espaços especiais. Sites com vários estilos, entradas para postagens e linhas divisórias, tais como o Facebook, também são difíceis de codificar. Como os deficientes visuais não podem apreciar a diferença de elementos visuais na página, existe uma versão do site especialmente compactada para pessoas com deficiência visual. O mecanismo que se desenvolveu para isso, segundo os especialistas, tornou alguns sites “auditivos”, de uso ainda mais fácil que o comum. Assim, os deficientes vistuais podem ter acesso à ampla gama de informação disponível na Internet. Afinal, a meta da Internet é ou não é tornar a informação disponível para todos? 

 

Adaptado de:


http://hypescience.com/a-internet-para-os-cegos/(...)

http://technolog.msnbc.msn.com/_news/2011/04/01/6390761-how-blind-people-(...)

Última atualização em Dom, 10 de Julho de 2011 18:51
 

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